segunda-feira, 28 de março de 2011
Celebração aos 4 Sentidos
Um vídeo muito bonito, que nos mostra claramente o quanto privilegiamos apenas um sentido: a visão. Os outros ficam meio esquecidos, como se fossem meros auxiliares da visão.
Porém, como nos mostra essa família, pais que não enxergam e filhos que aprenderam a conviver com a cegueira física em casa, olfato, tato, paladar e audição são importantíssimos.
Achei legal terem escolhido Nessum Dorma para acordar os pais, já que a música fala exatamente: ninguém durma. Ótimo tema para um despertador, rs. Além de lindíssima como fundo musical para este vídeo.
Assim como no libreto da ópera de Puccini, também podemos dizer que o nome dessa família é Amor.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Ficha Limpa II
Há alguns meses atrás, logo após as eleições, escrevi sobre a Lei da Ficha Limpa, neste espaço.
Ontem ela voltou aos noticiários. Depois de meses finalmente houve uma decisão. Por que tanto tempo para resolver a questão? Essa explicação é simples.
Ano passado um ministro do Supremo Tribunal Federal completou 70 anos, idade em que deve se aposentar. Algumas semanas antes de ser aposentado compulsoriamente o ministro pediu a própria aposentadoria. A nomeação de ministro do STF é bônus e ônus do Presidente da República. Deve o chefe do executivo escolher entre os brasileiros com mais de 35 anos, notório saber jurídico e reputação ilibada, escolhido o nome ele deve ser sabatinado pelo Congresso Nacional, que via de regra sabatina com bastante tranquiidade, quase como um time que joga apenas para cumprir tabelas.
O ex-presidente Lula, por motivos que ignoro, passou mais de 6 meses sem indicar qualquer pessoa para o cargo. Ao final, deixou que sua sucessora assumisse a indicação.
Desse modo o Supremo Tribunal Federal passou vários meses com 10 ministros, ao invés de 11, o que acabou levando o julgamento sobre a Lei da Ficha Limpa e a constitucionalidade de sua aplicação na eleição de 2010, a um impasse, tendo em vista que dos 10 votos proferidos 5 foram a favor de sua aplicação e 5 foram contra sua aplicação nas eleições gerais passadas. O voto de minerva coube a um ministro recém empossado, que proferiu um voto técnico, sem jogar para as galerias. Votou contra, corajosamente.
Tudo que escrevi até agora foi uma (longa) introdução para falar sobre a Lei do Ficha Limpa. Não vou me manifestar sobre sua constitucionalidade, mas, sobre sua tão propalada origem popular e sobre o quão ela realmente representa um desejo popular de ver a política nacional livre dos políticos.
Durante os meses que antecederam sua votação, e até mesmo durante toda a espera pelo resultado do julgamento no STF ouvi em muitos noticiários, li nos jornais, vi em programas de tv, comentários sobre o quanto o povo brasileiro estava feliz com a aprovação da lei, e o quanto esperava que ela valesse já para as eleições de 2010.
Entretanto, o que vi depois de divulgado os resultados das eleições foi algo bem diferente disso. Vi políticos corruptos serem eleitos em vários estados, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Maranhão, Minas Gerais, em praticamente todos os Estados da Federação. Para cargos diversos: deputado federal, estadual, senadores, governadores, em praticamente todos esses cargos, se olharmos com cuidado as listas dos eleitos, veremos pessoas que já responderam a processo e foram condenadas por corrupção. Em alguns casos, como São Paulo e Rio de Janeiro, os entre os 10 candidatos mais votados para a Câmara dos Deputados pelo menos um já foi processado e/ou condenado por corrupção.
Daí eu me pergunto: o povo brasileiro realmente quer que a Lei do Ficha Limpa vigore? Ele realmente se importa com a honestidade de seus políticos? Porque se isso é importante ele demonstra bem mal.
Quem realmente se importa com a honestidade de seus políticos não vota em corrupto. Há muitos anos que deixei de votar em corruptos. Não sou ingênua, sei que muitos corruptos só não são apanhados, mas, não voto em alguém que "rouba mas faz", afinal a roubada sou eu. Pago muitos impostos pra consentir que sejam roubados, e principalmente para consentir e dar meu voto a alguém que já foi processado e condenado por corrupção ou sobre quem pairem suspeitas consistentes de corrupção (que não significa apenas aceitar suborno, e nem que suborno seja apenas dinheiro).
Porém, o povo brasileiro aparentemente age constantemente de maneira incoerente. Quer uma lei que barre os corruptos e ao mesmo tempo vota neles. Aparentemente o povo brasileiro quer mesmo é que alguém decida por ele em quem votar. Ou então é um povo esquizofrênico, ou com dupla personalidade (não sou psicóloga, nem psiquiatra, se falei besteira me corrijam), seja lá qual for o termo. Quer que os políticos corruptos sejam proibidos de disputar eleições e ao mesmo tempo vota neles.
Sabem o que isso me lembra? Me lembra aquelas pessoas que querem fazer dieta e acham que podem comer só mais um brigadeiro que não faz mal. Querem mas não fazem nada pra isso.
Quem quer político honesto não vota neles. Se esse fosse o real desejo do povo brasileiro o deputado federal mais votado no RJ não seria quem foi, nem o 3º mais votado em SP, nem certos ex-presidentes (no plural) estariam no congresso nacional.
Por mais que os jornalistas digam, por mais que os comentaristas apontem o dedo na direção do ministro Luis Fux, a verdade, que ficou cristalina nas últimas eleições, é que para o povo brasileiro não importa se o político é ou não corrupto.
Ontem ela voltou aos noticiários. Depois de meses finalmente houve uma decisão. Por que tanto tempo para resolver a questão? Essa explicação é simples.
Ano passado um ministro do Supremo Tribunal Federal completou 70 anos, idade em que deve se aposentar. Algumas semanas antes de ser aposentado compulsoriamente o ministro pediu a própria aposentadoria. A nomeação de ministro do STF é bônus e ônus do Presidente da República. Deve o chefe do executivo escolher entre os brasileiros com mais de 35 anos, notório saber jurídico e reputação ilibada, escolhido o nome ele deve ser sabatinado pelo Congresso Nacional, que via de regra sabatina com bastante tranquiidade, quase como um time que joga apenas para cumprir tabelas.
O ex-presidente Lula, por motivos que ignoro, passou mais de 6 meses sem indicar qualquer pessoa para o cargo. Ao final, deixou que sua sucessora assumisse a indicação.
Desse modo o Supremo Tribunal Federal passou vários meses com 10 ministros, ao invés de 11, o que acabou levando o julgamento sobre a Lei da Ficha Limpa e a constitucionalidade de sua aplicação na eleição de 2010, a um impasse, tendo em vista que dos 10 votos proferidos 5 foram a favor de sua aplicação e 5 foram contra sua aplicação nas eleições gerais passadas. O voto de minerva coube a um ministro recém empossado, que proferiu um voto técnico, sem jogar para as galerias. Votou contra, corajosamente.
Tudo que escrevi até agora foi uma (longa) introdução para falar sobre a Lei do Ficha Limpa. Não vou me manifestar sobre sua constitucionalidade, mas, sobre sua tão propalada origem popular e sobre o quão ela realmente representa um desejo popular de ver a política nacional livre dos políticos.
Durante os meses que antecederam sua votação, e até mesmo durante toda a espera pelo resultado do julgamento no STF ouvi em muitos noticiários, li nos jornais, vi em programas de tv, comentários sobre o quanto o povo brasileiro estava feliz com a aprovação da lei, e o quanto esperava que ela valesse já para as eleições de 2010.
Entretanto, o que vi depois de divulgado os resultados das eleições foi algo bem diferente disso. Vi políticos corruptos serem eleitos em vários estados, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Maranhão, Minas Gerais, em praticamente todos os Estados da Federação. Para cargos diversos: deputado federal, estadual, senadores, governadores, em praticamente todos esses cargos, se olharmos com cuidado as listas dos eleitos, veremos pessoas que já responderam a processo e foram condenadas por corrupção. Em alguns casos, como São Paulo e Rio de Janeiro, os entre os 10 candidatos mais votados para a Câmara dos Deputados pelo menos um já foi processado e/ou condenado por corrupção.
Daí eu me pergunto: o povo brasileiro realmente quer que a Lei do Ficha Limpa vigore? Ele realmente se importa com a honestidade de seus políticos? Porque se isso é importante ele demonstra bem mal.
Quem realmente se importa com a honestidade de seus políticos não vota em corrupto. Há muitos anos que deixei de votar em corruptos. Não sou ingênua, sei que muitos corruptos só não são apanhados, mas, não voto em alguém que "rouba mas faz", afinal a roubada sou eu. Pago muitos impostos pra consentir que sejam roubados, e principalmente para consentir e dar meu voto a alguém que já foi processado e condenado por corrupção ou sobre quem pairem suspeitas consistentes de corrupção (que não significa apenas aceitar suborno, e nem que suborno seja apenas dinheiro).
Porém, o povo brasileiro aparentemente age constantemente de maneira incoerente. Quer uma lei que barre os corruptos e ao mesmo tempo vota neles. Aparentemente o povo brasileiro quer mesmo é que alguém decida por ele em quem votar. Ou então é um povo esquizofrênico, ou com dupla personalidade (não sou psicóloga, nem psiquiatra, se falei besteira me corrijam), seja lá qual for o termo. Quer que os políticos corruptos sejam proibidos de disputar eleições e ao mesmo tempo vota neles.
Sabem o que isso me lembra? Me lembra aquelas pessoas que querem fazer dieta e acham que podem comer só mais um brigadeiro que não faz mal. Querem mas não fazem nada pra isso.
Quem quer político honesto não vota neles. Se esse fosse o real desejo do povo brasileiro o deputado federal mais votado no RJ não seria quem foi, nem o 3º mais votado em SP, nem certos ex-presidentes (no plural) estariam no congresso nacional.
Por mais que os jornalistas digam, por mais que os comentaristas apontem o dedo na direção do ministro Luis Fux, a verdade, que ficou cristalina nas últimas eleições, é que para o povo brasileiro não importa se o político é ou não corrupto.
terça-feira, 22 de março de 2011
O Parto
Esta semana a coisa anda bem confusa por aqui.
A cabeça a milhão e o coração bem pequeno. Uma série de mudanças que andam se processando acontecendo de dentro pra fora.
Mudanças nunca são muito fáceis, principalmente aquelas que acontecem dentro da gente. Deixar padrões antigos, estabelecidos e confortáveis para ir em busca de outros é sempre algo difícil. A saída do conforto do conhecido para o desconhecido implica em mudanças, em olhar no espelho, em agir e sentir de forma diferente. Mesmo quando a mudança é para melhor o ato de mudar implica em dor.
Uma comparação que me ocorre é com o parto. Algo doloroso para a mãe e para o bebê. A dor da mãe em expulsar o bebê de seu ventre, por meio das contrações, e a do bebê em sair de um mundo confortável, seguro, amparado, silencioso, em que todas as suas necessidades são supridas para outro em que terá de conquistar tudo, desconhecido, barulhento, em que precisa demonstrar suas necessidades para que sejam atendidas, é um choque e tanto.
Essa sensação me acompanha sempre que preciso fazer mudanças em minha vida, sejam mudanças internas ou externas. E o meu momento é de mudança. Uma mudança que se opera de dentro para fora, porém é preciso que a mudança de dentro se reflita fora, para que se torne concreta, real, palpável. E, esse parto está bem doloroso, difícil. O uso do fórceps não está descartado mas, não sei se é recomendável. E, não gostaria, de forma alguma, de me submeter a uma cesárea.
Por enquanto estou no meio do caminho, minha cabeça já começa a sair pelo útero, mas os ombros, sempre eles, ainda estão me prendendo lá dentro. Quanto tempo será que esse parto vai levar para acontecer?
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pensamentos e divagações
sexta-feira, 4 de março de 2011
Carnaval
Chegou o carnaval de 2011.
Mais uma vez veremos festas por todo o país, com formatos diferentes, ritmos diferentes (samba no Rio e SP, frevo em Pernambuco, "axé" em Salvador, e outros ritmos pelo país afora). Uma celebração da alegria, certo?
Talvez.
A mim me parece algo um tanto forçado.
Assim como em todos os anos veremos as pessoas dançando, cantando, bebendo, rindo, se drogando, fazendo sexo, fazendo tudo aquilo que gostaria de fazer ao longo do ano e não tem coragem. O carnaval é a época em que fazem "tudo é permitido".
O resultado aparece em pouco tempo: aumento no número de acidentes de trânsito fatais, aumento da violência, aumento do número de pessoas infectadas com HIV, e diversas DSTs, aumento do número de gestações não programadas - e de abortos clandestinos - aumento do número de overdoses de drogas ilícitas e álcool.
Talvez quem esteja lendo este texto tenha a impressão de que sou contra o carnaval. É mentira, nada tenho contra a festa, nem ignoro aquilo que ela tem de mais benéfico: gera empregos diretos e indiretos, traz turistas ao país, é um fonte de renda contínua para muitas pessoas que trabalham diretamente ligadas ao carnaval, tanto nas escolas de samba como no turismo.
Sou espiritualista e, muito dizem que nesta época do ano há um verdadeiro ataque de maus espíritos, que vampirizam e obsidiam os foliões, levando-os a cometer os excessos acima. Duvido um pouco dessa teoria. Por vários motivos: para tal ataque acontecer seriam necessários 3 fatores indispensáveis - 1 - sintonia com os maus espíritos - 2 - permissão de Deus e 3 - uma situação excepcional.
O segundo fator me parece tão absurdo que me espanta tantas pessoas que dizem confiar em Deus acreditarem nessa teoria. Será que Deus permitiria um ataque massisso de maus espíritos a uma população inteira, sabendo os males que isso acarreta?j O Deus de bondade e justiça, o Deus de Amor, permitiria que tal ataque ocorresse anos a fio, séculos a fio, sem nada fazer para impedir? Um tanto contraditório não é mesmo?
O terceiro também não se configura, pois os excessos cometidos por uma maioria no carnaval, o são por uma minoria, cada vez maior, durante todo o ano, em raves, bailes funks, churrascos familiares, prostíbulos, festas particulares e outros locais.
O primeiro fator, sintonia com os maus espíritos, também me parece absurdo. Teríamos de partir do pressuposto que a maioria da população brasileira, por quatro dias, sintoniza com os maus espíritos. Por mais tortos que sejam os conceitos morais do brasileiro, ele não é em sua maioria mau. Portanto, seria preciso que nossa natureza se modificasse tremendamente para tal sintonia ocorrer.
O que vejo no Brasil na época do carnaval é a liberação de todas as tensões que a população acumula durante o ano. Que melhor época para libera-las do que o carnaval, quando a cultura popular diz que à carne tudo se permite?
Embora não goste dos festejos carnavalescos, da alegria programada e tão artificialmente criada e mantida, graças a Deus pelo carnaval.
Para mim o carnaval é um feriado prolongado em que aproveito para descansar, ler, e, especialmente, assistir filmes no cinema e no dvd. Este ano estou tendo alguma dificuldade. Alguns dos filmes que pensei em assistir sairam de cartaz esta semana, outros estão em poucos cinemas, com poucos horários. Normal em fim de inferno astral <:)>
Veremos o que conseguirei.
Mais uma vez veremos festas por todo o país, com formatos diferentes, ritmos diferentes (samba no Rio e SP, frevo em Pernambuco, "axé" em Salvador, e outros ritmos pelo país afora). Uma celebração da alegria, certo?
Talvez.
A mim me parece algo um tanto forçado.
Assim como em todos os anos veremos as pessoas dançando, cantando, bebendo, rindo, se drogando, fazendo sexo, fazendo tudo aquilo que gostaria de fazer ao longo do ano e não tem coragem. O carnaval é a época em que fazem "tudo é permitido".
O resultado aparece em pouco tempo: aumento no número de acidentes de trânsito fatais, aumento da violência, aumento do número de pessoas infectadas com HIV, e diversas DSTs, aumento do número de gestações não programadas - e de abortos clandestinos - aumento do número de overdoses de drogas ilícitas e álcool.
Talvez quem esteja lendo este texto tenha a impressão de que sou contra o carnaval. É mentira, nada tenho contra a festa, nem ignoro aquilo que ela tem de mais benéfico: gera empregos diretos e indiretos, traz turistas ao país, é um fonte de renda contínua para muitas pessoas que trabalham diretamente ligadas ao carnaval, tanto nas escolas de samba como no turismo.
Sou espiritualista e, muito dizem que nesta época do ano há um verdadeiro ataque de maus espíritos, que vampirizam e obsidiam os foliões, levando-os a cometer os excessos acima. Duvido um pouco dessa teoria. Por vários motivos: para tal ataque acontecer seriam necessários 3 fatores indispensáveis - 1 - sintonia com os maus espíritos - 2 - permissão de Deus e 3 - uma situação excepcional.
O segundo fator me parece tão absurdo que me espanta tantas pessoas que dizem confiar em Deus acreditarem nessa teoria. Será que Deus permitiria um ataque massisso de maus espíritos a uma população inteira, sabendo os males que isso acarreta?j O Deus de bondade e justiça, o Deus de Amor, permitiria que tal ataque ocorresse anos a fio, séculos a fio, sem nada fazer para impedir? Um tanto contraditório não é mesmo?
O terceiro também não se configura, pois os excessos cometidos por uma maioria no carnaval, o são por uma minoria, cada vez maior, durante todo o ano, em raves, bailes funks, churrascos familiares, prostíbulos, festas particulares e outros locais.
O primeiro fator, sintonia com os maus espíritos, também me parece absurdo. Teríamos de partir do pressuposto que a maioria da população brasileira, por quatro dias, sintoniza com os maus espíritos. Por mais tortos que sejam os conceitos morais do brasileiro, ele não é em sua maioria mau. Portanto, seria preciso que nossa natureza se modificasse tremendamente para tal sintonia ocorrer.
O que vejo no Brasil na época do carnaval é a liberação de todas as tensões que a população acumula durante o ano. Que melhor época para libera-las do que o carnaval, quando a cultura popular diz que à carne tudo se permite?
Embora não goste dos festejos carnavalescos, da alegria programada e tão artificialmente criada e mantida, graças a Deus pelo carnaval.
Para mim o carnaval é um feriado prolongado em que aproveito para descansar, ler, e, especialmente, assistir filmes no cinema e no dvd. Este ano estou tendo alguma dificuldade. Alguns dos filmes que pensei em assistir sairam de cartaz esta semana, outros estão em poucos cinemas, com poucos horários. Normal em fim de inferno astral <:)>
Veremos o que conseguirei.
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