Hoje fui assistir ao filme "Cisne Negro", com a atriz Natalie Portman no papel de Nina.
O filme fala, para quem olha na superficie, sobre a montagem de um espetáculo de balé clássico: O Lago dos Cisnes. A principal bailarina da companhia está se aposentando, o coreógrafo escolhe Nina para substituí-la como a Rainha dos Cisnes. No filme, o coreógrafo quer montar uma nova versão de O Lago dos Cisnes na qual o Cisne Branco e o Cisne Negro são interpretados pela mesma bailariana. Para poder interpretar o Cisne Negro Nina precisa deixa-lo aflorar dentro de si.
Nina é perfeita para interpretar o Cisne Branco, suave, virginal, puro. Mas, o Cisne Negro, a irmã invejosa Odile, exige de Nina mais que perfeição técnica, exige sedução, sensualidade, malícia, egoísmo, orgulho, amor própio, impudência, imperfeição, fluidez, certa irresponsabilidade, coragem, ousadia. Tudo aquilo que o Cisne Negro representa. Será que ela consegue SER o Cisne Negro?
O Cisne Negro não é perfeito: vive; não raciocina: sente. Não é técnico: é emoção. Não representa: é. Isso é a grande antítese de tudo que Nina acredita, do modo como vive.
O filme mostra a grande busca de Nina pelo seu lado mais profundo, mais verdadeiro, ainda que sombrio. É um filme muito perturbador, saí dele em estado de choque, algo que não me acontecia desde Preciosa.
Durante a saída do cinema ouvi um rapaz comentando com seus amigos: é um filme bonito mas muito louco, não entendi quase nada. É um filme para ser sentido, mais do que entendido.
Natalie Portmam concorre ao Oscar como melhor atriz pelo papel de Nina, se não ganhar será a prova de que o prêmio é uma grande farsa. Ela está perfeita no papel. As angústias, os desejos, todo o conflito interior de Nina são mostrados com perfeição. Poucas atrizes teriam o talento suficiente para viver o papel.
Barbara Hershey está muito bem como a mãe domiadora de Nina.
O filme é magnifíco, mas, vale repetir o conselho que dei quando assisti Preciosa: esteja bem quando assistir Cisne Negro.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Semana dificil.
A semana foi bem difícil.
A primeira coisa a dificultar a semana foi a necessidade de quebrar a coluna de água do prédio, o que levou a uma bagunça grande na área de serviço e cozinha, e, consequentemente, no mau humor da minha mãe.
A segunda foi a mamma e seu humor deprecivo. Ela tem depressão, está em fase de mudança de remédio, todos os sintomas psicossomáticos se intensificam e, pra piorar o laboratório onde mandei fazer o antidepressivo (necessário pq o médico receitou uma dosagem menor do que a que é fabricada pela indústria), não tinha o principal componente da fórmula, o que atrasou em uma semana a entrega do remédio. Ou melhor ela só começará a toma-lo de novo na próxima semana. Levando em conta que leva alguns dias pra fazer efeito, a coisa tá dura.
Outra coisa que está me deixando nervosa é que estou ansiosa, tentando dar um rumo à minha situação profissional. A questão não é nem arrumar um emprego, não quero emprego, quero ter trabalho o suficiente para trabalhar por conta própria sem precisar de um vínculo de emprego. As idéias são muitas, as formas de implementa-las é que estão difíceis de visualizar. Porém tenho certeza que a luz se fará. Um dos motivos de querer trabalhar por conta própria é exatamente minha mãe, a liberdade do trabalho autônomo que me permite cuidar dela com mais atenção, liberdade para leva-la ao médico, estar em casa, etc.
De outro lado o aspecto intelectual está em alta. A volta às aulas da especialização deve ocorrer em março, mas já estou começando a ler e a definir temas para a monografia. Dentro de alguns dias devo voltar ao estudo da lingua inglesa. Fora isso o estudo do direito e das matérias relativas à espiritualidade estão em alta.
Aliás, falando em espiritualidade, estou cada vez mais em contacto com Deus, com o Deus pessoal que habita dentro de mim (conforme as doutrinas espiritualistas), não com o Deus das religiões, das doutrinas mais dogmáticas. Deste último Deus estou cada vez mais distante.
É desse Deus mais pessoal, mais íntimo, mais "verdadeiro" que tenho tirado forças e bom humor para seguir em frente com o que tenho de fazer.
Por fim aviso que estou entrando no meu "inferno astral". Seguuuuuuuuuuuuuuuuuura coração (by Galvão Bueno,o chato).
A primeira coisa a dificultar a semana foi a necessidade de quebrar a coluna de água do prédio, o que levou a uma bagunça grande na área de serviço e cozinha, e, consequentemente, no mau humor da minha mãe.
A segunda foi a mamma e seu humor deprecivo. Ela tem depressão, está em fase de mudança de remédio, todos os sintomas psicossomáticos se intensificam e, pra piorar o laboratório onde mandei fazer o antidepressivo (necessário pq o médico receitou uma dosagem menor do que a que é fabricada pela indústria), não tinha o principal componente da fórmula, o que atrasou em uma semana a entrega do remédio. Ou melhor ela só começará a toma-lo de novo na próxima semana. Levando em conta que leva alguns dias pra fazer efeito, a coisa tá dura.
Outra coisa que está me deixando nervosa é que estou ansiosa, tentando dar um rumo à minha situação profissional. A questão não é nem arrumar um emprego, não quero emprego, quero ter trabalho o suficiente para trabalhar por conta própria sem precisar de um vínculo de emprego. As idéias são muitas, as formas de implementa-las é que estão difíceis de visualizar. Porém tenho certeza que a luz se fará. Um dos motivos de querer trabalhar por conta própria é exatamente minha mãe, a liberdade do trabalho autônomo que me permite cuidar dela com mais atenção, liberdade para leva-la ao médico, estar em casa, etc.
De outro lado o aspecto intelectual está em alta. A volta às aulas da especialização deve ocorrer em março, mas já estou começando a ler e a definir temas para a monografia. Dentro de alguns dias devo voltar ao estudo da lingua inglesa. Fora isso o estudo do direito e das matérias relativas à espiritualidade estão em alta.
Aliás, falando em espiritualidade, estou cada vez mais em contacto com Deus, com o Deus pessoal que habita dentro de mim (conforme as doutrinas espiritualistas), não com o Deus das religiões, das doutrinas mais dogmáticas. Deste último Deus estou cada vez mais distante.
É desse Deus mais pessoal, mais íntimo, mais "verdadeiro" que tenho tirado forças e bom humor para seguir em frente com o que tenho de fazer.
Por fim aviso que estou entrando no meu "inferno astral". Seguuuuuuuuuuuuuuuuuura coração (by Galvão Bueno,o chato).
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