Alguns acontecimentos marcam nossa lembrança. Alguns dizem respeito à nossa própria história, outros não.
Entre os acontecimentos externos à minha vida que me marcaram posso destacar alguns: II Guerra Mundial e o Holocausto Judeu, Massacre da Praça da Paz Celestial em Pequim, morte do Airton Senna, incêndio do Edifício Joelma (1974), acidente de avião nos Andes em 1972, atentado às Torres Gêmeas do World Trade Center em 11/9/2001. São fatos que me fascinam, sempre que vejo uma reportagem, um artigo, filme ou livro sobre eles procuro ver, ler, etc.
O acidente aéreo dos Andes sempre me pareceu fascinante. As lembranças dele na época são esfumaçadas, afinal tinha 4 ou 5 anos só. Provavelmente devo ter assistido às notícias nas tv com meus pais, escutado seus comentários. Imagino os comentários sobre o acidente, o resgate e principalmente sobre o fato de terem praticado canibalismo para sobreviverem.
Há algumas semanas comprei o livro "A Sociedade da Neve" de Pablo Vierce. O autor é amigo de infância de vários dos sobreviventes, estudou no mesmo colégio do qual grande parte dos 45 passageiros do avião estudavam. Por isso conseguiu autorização para contar a história.
Os capítulos do livro intercalam a narrativa do acidente, da vida na fuselagem durante os 72 dias em que ficaram isolados na montanha, com depoimentos dos 16 sobreviventes.
Estou aproximadamente na metade do livro. A parte dos depoimentos é extremamente emocionante. Todos até aqui relatam como a fé, os pensamentos positivos e principalmente o afeto e a união entre os membros do grupo foram importantes para manter a garra na montanha.
Lendo o livro descobri que os sobreviventes mantém um blog, cujo nome é uma homenagem aos que não voltaram da montanha: Viven - http://www.viven.com.uy/571/default.asp
Vale a pena passear pelo site, ler os textos, ver os vídeos e as fotos. Muito legal.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Elogio é gostoso.
Hoje recebi dois elogios diferentes e muito gostosos.
Um via net, feito pela Pri, ao dar um selinho a este despretencioso blog e sua autora.
Assim que conseguir decidir a quem indicar publico aqu.
O segundo feito no final da tarde pela minha terapeuta, em relação a algumas mudanças, que se refletiram inclusive no meu físico.
Obrigada garotas!
Um via net, feito pela Pri, ao dar um selinho a este despretencioso blog e sua autora.
Assim que conseguir decidir a quem indicar publico aqu.
O segundo feito no final da tarde pela minha terapeuta, em relação a algumas mudanças, que se refletiram inclusive no meu físico.
Obrigada garotas!
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Mudanças
Hoje é dia de algumas mudanças aqui em casa.
A primeira foi que acordei com vontade de tirar da estante os livros que não gosto. Resolvi que já que não gosto não preciso ter. Separei alguns e vou levar a um sebo. Outros, os infantis, vou dar pra moça que trabalha em casa e tem 3 filhos com idades entre 8 e 12 anos. Espero que eles gostem.
Sinceramente, está sendo difícil. Se tem algo a que sou apegada são meus livros. Entretanto, não vejo sentido algum em manter na prateleira livros que li e odiei, ou nem consegui terminar de ler de tanto que não gostei. Ficam fazendo o quê na estante? Juntando poeira e só. Num sebo poderão ser encontrados e lidos por outras pessoas, com gosto diferente do meu, que certamente os apreciarão. Serão mais úteis.
Os livros infantis que estou dando, entretanto, são livros que gostei muito. Que li várias vezes. Mas, que hoje em dia não fazem mais sentido pra mim. Exceto é claro a coleção do Monteiro Lobato que continuará eternamente na estante, como lembrança dos primeiros livros que li, que me abriram o universo da literatura e me encantaram para sempre. Esses, tem dias que ainda abro ao acaso, só pra matar a saudade. São "imprestáveis" e invendíveis (by Vicente Matheus falando do Sócrates).
Fiquei só na primeira peneirada. Sairam alguns poucos livros, uns 12/15 no máximo. De uma estante que deve ter mais de mil. Pouquinho. Por enquanto só os que achei MUITO RUIM.
A outra não sei se terei ou não coragem para fazer.
Como se diz a uma pessoa da família que não se quer emprestar uma roupa? tou com esse abacaxi imenso, azedo e cascudo pra resolver. Como boa filha única detesto emprestar roupa. Minha mãe e eu trocamos roupas e é o máximo que aceito. Não gosto de pedir roupa emprestada nem de emprestar. Minha mania. E, tem uma pessoa aqui em casa hoje, que já me pediu pra ver dois vestidos meus. E, não quero emprestar. O pior é que devo sair daqui a pouco e a pessoa está sesteando.
Dilema que não sei como resolver.
A primeira foi que acordei com vontade de tirar da estante os livros que não gosto. Resolvi que já que não gosto não preciso ter. Separei alguns e vou levar a um sebo. Outros, os infantis, vou dar pra moça que trabalha em casa e tem 3 filhos com idades entre 8 e 12 anos. Espero que eles gostem.
Sinceramente, está sendo difícil. Se tem algo a que sou apegada são meus livros. Entretanto, não vejo sentido algum em manter na prateleira livros que li e odiei, ou nem consegui terminar de ler de tanto que não gostei. Ficam fazendo o quê na estante? Juntando poeira e só. Num sebo poderão ser encontrados e lidos por outras pessoas, com gosto diferente do meu, que certamente os apreciarão. Serão mais úteis.
Os livros infantis que estou dando, entretanto, são livros que gostei muito. Que li várias vezes. Mas, que hoje em dia não fazem mais sentido pra mim. Exceto é claro a coleção do Monteiro Lobato que continuará eternamente na estante, como lembrança dos primeiros livros que li, que me abriram o universo da literatura e me encantaram para sempre. Esses, tem dias que ainda abro ao acaso, só pra matar a saudade. São "imprestáveis" e invendíveis (by Vicente Matheus falando do Sócrates).
Fiquei só na primeira peneirada. Sairam alguns poucos livros, uns 12/15 no máximo. De uma estante que deve ter mais de mil. Pouquinho. Por enquanto só os que achei MUITO RUIM.
A outra não sei se terei ou não coragem para fazer.
Como se diz a uma pessoa da família que não se quer emprestar uma roupa? tou com esse abacaxi imenso, azedo e cascudo pra resolver. Como boa filha única detesto emprestar roupa. Minha mãe e eu trocamos roupas e é o máximo que aceito. Não gosto de pedir roupa emprestada nem de emprestar. Minha mania. E, tem uma pessoa aqui em casa hoje, que já me pediu pra ver dois vestidos meus. E, não quero emprestar. O pior é que devo sair daqui a pouco e a pessoa está sesteando.
Dilema que não sei como resolver.
domingo, 7 de novembro de 2010
Casa é lugar para os íntimos!
Hoje estava pensando sobre como reajo à presença de pessoas em casa.
Fui educada tendo diante dos olhos duas formas diferentes de lidar com a casa. A família materna, italiana, imensa, com muitos tios e primos, era mais aberta. Meus tios e primos levavam para dentro de suas casas os amigos, os parentes dos amigos e até os amigos dos amigos. A família paterna, portuguesa, menor, era mais reservada. Dentro de casa entravam apenas os da família e os amigos comprovados e íntimos.
De tanto conviver com a família de meu pai minha mãe acabou incorporandoalguns de seus hábitos, esse inclusive. Com o tempo nossa casa se tornou muito mais silenciosa. Acabei me acostumando a isso. Hoje gosto de minha casa quieta, apenas com aqueles de muita intimidade. Dificilmente convido um amigo para ir à minha casa, quando o faço é porque considero a pessoa realmente minha amiga.
Por outro lado, mesmo pessoas com quem tenho intimidade devem saber que não gosto de ninguém em casa por muito tempo. Explico: sou rueira. Se você não quiser me encontrar é só ir à minha casa. Porém, quando estou em casa quero estar a vontade. Quero poder ficar nua se assim desejar. Quero poder sair ou ficar no quarto quieta se quiser. Me incomoda se a pessoa vai à minha casa e fica lá o dia todo. Me sinto constrangida dentro de meu próprio lar. Isso é estranho? Talvez, entretanto é assim que sou.
Fui educada tendo diante dos olhos duas formas diferentes de lidar com a casa. A família materna, italiana, imensa, com muitos tios e primos, era mais aberta. Meus tios e primos levavam para dentro de suas casas os amigos, os parentes dos amigos e até os amigos dos amigos. A família paterna, portuguesa, menor, era mais reservada. Dentro de casa entravam apenas os da família e os amigos comprovados e íntimos.
De tanto conviver com a família de meu pai minha mãe acabou incorporandoalguns de seus hábitos, esse inclusive. Com o tempo nossa casa se tornou muito mais silenciosa. Acabei me acostumando a isso. Hoje gosto de minha casa quieta, apenas com aqueles de muita intimidade. Dificilmente convido um amigo para ir à minha casa, quando o faço é porque considero a pessoa realmente minha amiga.
Por outro lado, mesmo pessoas com quem tenho intimidade devem saber que não gosto de ninguém em casa por muito tempo. Explico: sou rueira. Se você não quiser me encontrar é só ir à minha casa. Porém, quando estou em casa quero estar a vontade. Quero poder ficar nua se assim desejar. Quero poder sair ou ficar no quarto quieta se quiser. Me incomoda se a pessoa vai à minha casa e fica lá o dia todo. Me sinto constrangida dentro de meu próprio lar. Isso é estranho? Talvez, entretanto é assim que sou.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
A Inveja - o outro lado.
Há tempos atrás escrevi aqui sobre inveja e admiração. E sobre como é difícil ser objeto da inveja alheia.
Há algumas semanas atrás percebi em mim esse sentimento. De uma forma inesperada, por um motivo quase bobo, e, que me revelou algumas questões escondidas dentro de mim.
Uma pessoa conhecida conseguiu algo que eu só percebi o quanto queria quando a vi conquistar. Essa amiga conquistou com méritos próprios, o que só torna mais difícil disfarçar meus sentimentos.
Se por um lado na hora que recebi a notícia pensei: Por que ela e não eu? de outro lado pensei: Por que diabos estou pensando assim se até pouco tempo atrás isso era tudo que eu não queria?
A verdade é que o sentimento de inveja me fez repensar algumas coisas que pareciam estabelecidas na minha vida. E a me perguntar se o que penso que quero é realmente o que quero.
O mais difícil de tudo foi admitir que sinto algo que me foi passado como negativo. Aliás será que existem realmente sentimentos negativos e sentimentos positivos? Ou será que só existem sentimentos?
Reconhecer que sou capaz de invejar não foi algo que gostei, porém, o fato de ter admitido o sentimento me tirou um baita peso das costas. Além disso me mostrou algumas coisas que ando deixando bastante de lado nos últimos tempos - inclusive o que eu realmente quero.
Mais uma vez foi um sentimento dito negativo que conseguiu desembaçar parte do espelho em que miro a mim mesma diariamente. O tal sentimento negativo que serviu para que eu alcançasse maior nitidez quando olho para a Valéria no espelho. O que é sempre positivo.
Graças a Deus pela inveja então.
Há algumas semanas atrás percebi em mim esse sentimento. De uma forma inesperada, por um motivo quase bobo, e, que me revelou algumas questões escondidas dentro de mim.
Uma pessoa conhecida conseguiu algo que eu só percebi o quanto queria quando a vi conquistar. Essa amiga conquistou com méritos próprios, o que só torna mais difícil disfarçar meus sentimentos.
Se por um lado na hora que recebi a notícia pensei: Por que ela e não eu? de outro lado pensei: Por que diabos estou pensando assim se até pouco tempo atrás isso era tudo que eu não queria?
A verdade é que o sentimento de inveja me fez repensar algumas coisas que pareciam estabelecidas na minha vida. E a me perguntar se o que penso que quero é realmente o que quero.
O mais difícil de tudo foi admitir que sinto algo que me foi passado como negativo. Aliás será que existem realmente sentimentos negativos e sentimentos positivos? Ou será que só existem sentimentos?
Reconhecer que sou capaz de invejar não foi algo que gostei, porém, o fato de ter admitido o sentimento me tirou um baita peso das costas. Além disso me mostrou algumas coisas que ando deixando bastante de lado nos últimos tempos - inclusive o que eu realmente quero.
Mais uma vez foi um sentimento dito negativo que conseguiu desembaçar parte do espelho em que miro a mim mesma diariamente. O tal sentimento negativo que serviu para que eu alcançasse maior nitidez quando olho para a Valéria no espelho. O que é sempre positivo.
Graças a Deus pela inveja então.
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