Este final de semana ví três filmes que não conhecia. Dois em dvd e um no cinema. Ainda tenho mais um dvd para assistir.
Desses quatro filmes dois foram recomendação de professores da especialização - Germinal e Rashomon. Os outros dois assisti porque estava curiosa: Educação e Uma Noite em 67.
Rashomon é um filme de Akira Kurosawa feito em 1950, em preto e branco, cuja história se passa no século IX. Rashomon é o nome de um templo onde num dia de chuva se abrigam um sacerdote, um lenhador e depois um plebeu. O lenhador e o sacerdote acabaram de sair de um julgamento. Durante o julgamento da morte de um samurai e do estupro de sua mulher são ouvidas várias pessoas: o lenhador (que encontrou o corpo), o bandido, a mulher, o sacerdote e, por fim, o próprio samurai morto através de um médium. Cada um conta os fatos de uma forma e, embora o estupro e a morte do samurai sejam indiscutíveis a forma como ocorreram e suas motivações são controvertidas. O filme não nos diz qual dessas versões é a real.
O filme foi recomendado pelo professor de Direito Processual do Trabalho pois coloca em discussão a validade da prova testemunhal. Até que ponto essa prova é confiável? Para mim o filme demonstra algo que sempre percebi: um mesmo fato visto por pessoas diferentes tem siginificados diferentes. Excelente filme para aqueles que buscam refletir além de se divertir.
Educação é um filme inglês que concorreu este ano ao Oscar de melhor filme. Na minha opinião não merecia ganhar mesmo assim é um ótimo filme. De 0 a 10 a nota é 9. A história do filme se passa na Inglaterra da década de 60, onde vive Jenny uma adolescente de 16 anos que sonha em estudar Letras em Oxford, ela é uma típica adolescente com dúvidas e sonhos. Um dia conhece um homem mais velho, rico, se apaixona por ele e pela possibilidade de viver um mundo cheio de glamour, diversão e cultura. O filme trata com delicadeza a fase de transição que é a adolescência, o amadurecimento, a iniciação sexual, vida em família. Vale a pena assistir.
Uma Noite em 67 é um documentário sobre o Festival da Música Popular Brasileira da Record de 1967. Esse foi o filme que assisti no cinema. O filme é uma colagem de entrevistas com os protagonistas da noite, desde alguns jurados e organizadores do festival até os cantores e compositores que participaram da final do festival.
Esse festival dentre todos os realizados pela tv Record na década de 60 foi um dos mais importantes. Das músicas que chegaram à final os 5 primeiros lugares foram: Maria Carnaval e Cinzas um samba defendido pelo Roberto Carlos, Alegria Alegria de Caetano Velloso, Roda Viva de Chico Buarque, Domingo no Parque de Gilberto Gil com Os Mutantes e a grande campeã Ponteio com Edu Lobo e Marília Medalha.
Esse foi o festival em que Sérgio Ricardo quebrou o violão e jogou na platéia, rs. Aliás houve quem dissesse que houve uma coincidência junguiana no fato de Sérgio Ricardo ter jogado o violão na platéia na mesma noite em que Ponteio ganhou (o refrão de Ponteio fala: quem me dera agora eu tivesse a viola pra cantar...) Sem comentários.
O mais estranho foi saber que 2 meses antes do festval houve uma passeata de artistas contra o uso da guitarra elétrica na MPB.
Só sei que o fato de ter nascido em 67 talvez explique que eu goste tanto de MPB.
Germinal é o outro filme recomendado por professor da especialização. É baseado no romance de Emile Zola que conta a luta de mineiros franceses do século XIX por melhores condições de trabalho. Assisti o filme há muito tempo atrás e vou rever. É um filme meio antigo, da época em que Gerard Depardieu era magro,rs.
domingo, 29 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
MEU MALVADO FAVORITO
Meu Malvado Favorito
titulo original: (Despicable Me)
lançamento: 2010 (EUA)
direção: Pierre Coffin , Chris Renaud
atores: Jason Segel , Steve Carell , Miranda Cosgrove , Will Arnett , Kristen Wiig
duração: 95 min
gênero: Animação
status: em cartaz]
Gru (Steve Carell) é um supervilão que duela com Vector (Jason Segel) para ter o posto de o mais malvado. Para vencer a disputa, ele decide roubar a Lua. Só que terá que enfrentar três órfãs, que estão sob os seus cuidados e não podem ser abandonadas.
Sabem aquele tipo de filme que vc não dá nada? Bom, esse desenho animado em 3D é desse tipo. Porém é bem divertido.E fofo. Se você tem filhos com até 10 anos de idade leve-os ao cinema para ver Meu Malvado Favorito pois vale a pena. Se não tiver vá assim mesmo, pois tb vale a pena.
É um filme infantil que realmente é feito para crianças. A história não é muito elaborada mas, mesmo assim diverte. O classifico como filme infantil fofo.
Reparem que na trilha sonora mais de uma vez toca "Garota de Ipanema" em versão instrumental.
De zero a dez minha nota pro filme é 8,5.
domingo, 15 de agosto de 2010
COMO (NÃO) FAZER UM BOMBOCADO
As conversas entre amigas num salão de cabelereiro são variadas, da última da Amy Winehouse, passando por novelas, problemas familiares, planos para o fim de semana, fofocas variadas, papos esotéricos, apoio mútuo, e também a tradicional troca de receitas variadas (inclusive médicas).
Há uma semana atrás uma amiga comentou sobre um “bolo sem farinha”, na verdade segundo ela um “bolo de côco sem farinha”. Ficamos todas curiosas, e, ao chegar em casa ela telefonou passando a receita, facinha facinha.
Resolvi fazer o bolo hoje, na verdade a receita era de um bombocado de assadeira:
4 ovos, uma lata de leite moça, 200 gr de côco ralado, 1 colher de manteiga, 1 colher de pó Royal. Bata tudo no liquidificador, unte uma assadeira e ponha no forno pré aquecido, em forno brando (no meu deu +/- ½ hora).
Bico né? Também achei.
Todos os ingredientes à mão, forma untada, forno ligado pra pré-aquecer e lá vou eu bater tudo.
Eis que logo que começa a funcionar o liquidificador dá um estouro assim: PÁ! Assustada desligo rápido. Como não estava fazendo fumaça tento ligar de novo e começa a funcionar. Fazia aquele suave barulho de britadeira, habitual em liquidificadores antigos mas, apesar disso, não parecia estar batendo nada.
Dei um berro em direção aos quartos: MANHÊEEEEEEE!!!!!
A véinha veio com a velocidade que lhe permitem as pernas de 85 anos incompletos. Pergunto onde está o outro liquidificador, que ela nem lembrava que tínhamos, o que eu trouxe de São Carlos. Segundo ela deve estar no armário do quartinho, lá em cima, atrás de dois vasos pesados. Lá vamos nós tirar as tralhas da frente pra pegar o bichinho lá no fundo.
Transfiro a massa de um copo pro outro, já que são modelos com uns 20 anos de diferença, e ligo o outro liquidificador. A princípio vai tudo bem, como a massa está um tanto compacta colocamos um pouco de leite pra facilitar. Quando tudo parecia ir bem, eis que, de repente o motor para. Do nada. Parou de funcionar e não houve cristo, que fizesse funcionar de novo.
Tenho a impressão que meu liquidificador querido, tão usado em Sanca City, ficou revoltado por ter sido posto em atividade depois de três anos relegado ao fundo do armário. Deve ter pensado: Que é isso? Me esquecem e agora querem que trabalhe sem mais nem menos? Nada feito! Estou em greve.
Depois da sugestão estapafúrdia da mamma de usarmos o microprocessador para bater a massa – algo impossível pelo fato de que não caberia, usei o mix para bater. Acabou dando certo.
Coloquei a massa na assadeira, me benzi, benzi a massa e pus no forno. Antes de lavar a louça, que àquela altura compreendia 2 liquidificadores, um aparelho e copo de mix, várias colheres entre outras coisas, peguei uma coca e fui pra sala beber e ler o Calvin no jornal.
Quando tive coragem pra olhar pelo vidro do forno percebi que o bolo já havia crescido e parecia estar indo bem.
O improvável aconteceu: mesmo com toda essa bagunça, com tudo que deu errado, o bolo de bombocado ficou uma delícia. Ufa!
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Sobre política e políticos
Estamos nos aproximando de eleições gerais. Nessas eleições vamos eleger pessoas que ocuparão os seguintes cargos: Presidente e Vice Presidente da República, 2 Senadores por Estado, Deputados Federais, Deputados Estaduais, Governador e Vice Governador do Estado. Apertaremos o botão de "confirma" 5 vezes ao todo.
Querendo ou não, gostando ou não, as pessoas a quem elegermos serão os responsáveis pela administração do país e do Estado em que vivemos. Por isso sua escolha é tão importante.
Quando tirei o título de eleitor ainda não se votava para presidente. A emenda das Diretas Já do Senador Dante de Oliveira havia sido rejeitada em 1985, e, a eleição seguinte para presidente foi indireta. Paulo Maluf de um lado Tancredo Neves de outro. Tancredo foi eleito e não tomou posse, faleceu algumas semanas depois, em data simbólica: 21 de abril, dia em que se homenageia seu conterrâneo Tiradentes. Seu vice, José Sarney, assumiu a presidência. O último dos generais presidentes saiu pelos fundos do Palácio do Planalto expressando um desejo: Me esqueçam. Foi prontamente atendido.
Finalmente em 1988 com a promulgação de nossa atual Constituição Federal o direito de eleger o presidente nos foi devolvido.
Várias eleições e um impedimento depois a situação política brasileira mudou um pouco e, paradoxalmente, continua a mesma. Os mesmos rostos se sucedem, outros, já falecidos estão ausentes, mas, embora tenham se passado 22 anos desde a promulgação da nossa atual Carta Magna ainda se fala das mesmas coisas, se padecem dos mesmos males e os discursos continuam incrivelmente similares aos da primeira eleição direta.
Ainda se fala em corrigir desigualdades sociais, pois continuam tão grandes como antes; ainda se promete melhorar a educação básica e superior da população, e ela continua fraca em todos os sentidos; a saúde continua sendo prioridade para todos os candidatos pois a população não tem acesso a médicos, exames, remédios e hospitais como precisaria - apesar do dever constitucional do poder público em fornecer tudo isso a todos; o transporte público continua ruim na maioria das cidades brasileiras; a segurança pública é uma utopia, e ainda não vi nenhuma tentativa séria de resolver o problema; o poder Legislativo continua omisso em muitas coisas - em todos os níveis da administração pública; o Judiciário continua atravancado pela falta de pessoal qualificado, de juizes qualificados, de investimentos em infra-estrutura, do excesso de recursos previstos em leis (alô alô Deputados Federais e Senadores isso é trabalho dos senhores); o poder Executivo continua concentrando poder demais e usando de forma arbitrária esse poder, especialmente no que tange à liberação de verbas apenas a aliados políticos - e aqui me refeiro a todas as esferas de poder (Municipal, Estadual e Federal).
Por outro lado ao conversar com as pessoas vejo um desencanto total em relação ao que aí está. Mesmo aqueles que sempre votaram em determinado partido estão desiludidos, com os partidos, com suas lideranças, com os conchavos, as manobras, as escolhas, as atitudes, a falta de atitude necessária, a omissão em situações em que se omitir é ser conivente, etc.
Aqui não se pretende fazer campanha para este ou aquele partido, este ou aquele político, estou falando no geral e os nomes que citei foram apenas para situar um determinado fato histórico. Este post é genérico.
Vejo também muitas pessoas que desiludidas querem votar nulo ou ainda pretendem, de forma enganosamente prática, votar de forma útil, no candidato que acham que irá ganhar ou que tem mais chances de ganhar.
Por que enganosamente prática? Porque isso apenas consolida no poder candidatos mais que engessados em suas plataformas e modos de agir.Votar nos mesmos significa continuar na mesma. O Brasil tem muitos candidatos a tudo. Pra cada deputado estadual eleito mais de centena de candidatos ficaram pelo caminho. Será possível que não existam nesses milhares de candidatos a cada cargo alguém melhor do que alguns "caciques" que estão por aí? Será que na dezena de candidatos ao Senado que cada Estado apresenta não tem nenhum melhor do que os já eleitos, que quase sempre se repetem? E na dezena de candidatos a Presidente ou Governador nenhum é melhor do que os favoritos?
De outro lado enxergo hoje uma certa acomodação em relação ao que dizem as pesquisas eleitorais.Muitos encaram os resultados das pesquisas como fatos consumados, e raciocinam mais ou menos assim: ah eu vou votar em A mesmo gostando de D pq D não tem chance e A pelo menos consegue chegar ao 2º turno. Será que se todos os que simpatizam com D votassem nele e não em A ou B ele tb não chegaria ao 2º turno? Está na hora de pensarmos que a única pesquisa eleitoral válida é o resultado final da eleição. Qualquer outra é mera especulação - até porque as pesquisas são feitas por amostragem e raramente se ouve mais que 5.000 - num universo de centena e meia de milhões de votos. A diferença é abissal entre o número de pessoas ouvidas e o número de eleitores reais.
Por isso este ano estou me propondo a votar de forma mais "ideológica" conforme o que eu acredito. Imagino que os candidatos em que vou votar não serão todos eleitos, mas, pelo menos terei feito a minha parte para mudar essa "política" que se faz hoje e com a qual não concordo - em nenhum nível de administração.
Querendo ou não, gostando ou não, as pessoas a quem elegermos serão os responsáveis pela administração do país e do Estado em que vivemos. Por isso sua escolha é tão importante.
Quando tirei o título de eleitor ainda não se votava para presidente. A emenda das Diretas Já do Senador Dante de Oliveira havia sido rejeitada em 1985, e, a eleição seguinte para presidente foi indireta. Paulo Maluf de um lado Tancredo Neves de outro. Tancredo foi eleito e não tomou posse, faleceu algumas semanas depois, em data simbólica: 21 de abril, dia em que se homenageia seu conterrâneo Tiradentes. Seu vice, José Sarney, assumiu a presidência. O último dos generais presidentes saiu pelos fundos do Palácio do Planalto expressando um desejo: Me esqueçam. Foi prontamente atendido.
Finalmente em 1988 com a promulgação de nossa atual Constituição Federal o direito de eleger o presidente nos foi devolvido.
Várias eleições e um impedimento depois a situação política brasileira mudou um pouco e, paradoxalmente, continua a mesma. Os mesmos rostos se sucedem, outros, já falecidos estão ausentes, mas, embora tenham se passado 22 anos desde a promulgação da nossa atual Carta Magna ainda se fala das mesmas coisas, se padecem dos mesmos males e os discursos continuam incrivelmente similares aos da primeira eleição direta.
Ainda se fala em corrigir desigualdades sociais, pois continuam tão grandes como antes; ainda se promete melhorar a educação básica e superior da população, e ela continua fraca em todos os sentidos; a saúde continua sendo prioridade para todos os candidatos pois a população não tem acesso a médicos, exames, remédios e hospitais como precisaria - apesar do dever constitucional do poder público em fornecer tudo isso a todos; o transporte público continua ruim na maioria das cidades brasileiras; a segurança pública é uma utopia, e ainda não vi nenhuma tentativa séria de resolver o problema; o poder Legislativo continua omisso em muitas coisas - em todos os níveis da administração pública; o Judiciário continua atravancado pela falta de pessoal qualificado, de juizes qualificados, de investimentos em infra-estrutura, do excesso de recursos previstos em leis (alô alô Deputados Federais e Senadores isso é trabalho dos senhores); o poder Executivo continua concentrando poder demais e usando de forma arbitrária esse poder, especialmente no que tange à liberação de verbas apenas a aliados políticos - e aqui me refeiro a todas as esferas de poder (Municipal, Estadual e Federal).
Por outro lado ao conversar com as pessoas vejo um desencanto total em relação ao que aí está. Mesmo aqueles que sempre votaram em determinado partido estão desiludidos, com os partidos, com suas lideranças, com os conchavos, as manobras, as escolhas, as atitudes, a falta de atitude necessária, a omissão em situações em que se omitir é ser conivente, etc.
Aqui não se pretende fazer campanha para este ou aquele partido, este ou aquele político, estou falando no geral e os nomes que citei foram apenas para situar um determinado fato histórico. Este post é genérico.
Vejo também muitas pessoas que desiludidas querem votar nulo ou ainda pretendem, de forma enganosamente prática, votar de forma útil, no candidato que acham que irá ganhar ou que tem mais chances de ganhar.
Por que enganosamente prática? Porque isso apenas consolida no poder candidatos mais que engessados em suas plataformas e modos de agir.Votar nos mesmos significa continuar na mesma. O Brasil tem muitos candidatos a tudo. Pra cada deputado estadual eleito mais de centena de candidatos ficaram pelo caminho. Será possível que não existam nesses milhares de candidatos a cada cargo alguém melhor do que alguns "caciques" que estão por aí? Será que na dezena de candidatos ao Senado que cada Estado apresenta não tem nenhum melhor do que os já eleitos, que quase sempre se repetem? E na dezena de candidatos a Presidente ou Governador nenhum é melhor do que os favoritos?
De outro lado enxergo hoje uma certa acomodação em relação ao que dizem as pesquisas eleitorais.Muitos encaram os resultados das pesquisas como fatos consumados, e raciocinam mais ou menos assim: ah eu vou votar em A mesmo gostando de D pq D não tem chance e A pelo menos consegue chegar ao 2º turno. Será que se todos os que simpatizam com D votassem nele e não em A ou B ele tb não chegaria ao 2º turno? Está na hora de pensarmos que a única pesquisa eleitoral válida é o resultado final da eleição. Qualquer outra é mera especulação - até porque as pesquisas são feitas por amostragem e raramente se ouve mais que 5.000 - num universo de centena e meia de milhões de votos. A diferença é abissal entre o número de pessoas ouvidas e o número de eleitores reais.
Por isso este ano estou me propondo a votar de forma mais "ideológica" conforme o que eu acredito. Imagino que os candidatos em que vou votar não serão todos eleitos, mas, pelo menos terei feito a minha parte para mudar essa "política" que se faz hoje e com a qual não concordo - em nenhum nível de administração.
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