terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Preciosa - Uma História de Esperança


Resenha oficial: No Harlem, a jovem Claireece “Precious” Jones (Gabourey Sidibe) sofre as mais diversas privações. Abusada pela mãe, violentada pelo pai e grávida de seu segundo filho, é convidada a frequentar uma escola alternativa, na qual vê a esperança de conseguir dar um novo rumo à sua vida.

Ficha Técnica:
Diretor: Lee Daniels
Elenco: Gabourey Sidibe, Mo'Nique, Paula Patton, Mariah Carey, Lenny Kravitz.
Produção: Lisa Cortes, Tom Heller, Lee Daniels
Roteiro: Geoffrey Fletcher
Fotografia: Andrew Dunn
Trilha Sonora: Mario Grigorov
Duração: 110 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: PlayArte
Estúdio: Lee Daniels Entertainment
Classificação: 12 anos

Se alguém te disser que Preciosa é um soco no estômago não acredite. É uma surra completa, com socos no estômago, fígado, baço, pancada na cabeça, do tipo que te deixa grogue.

O filme é extremamente pesado, e não estou me referindo ao peso das atrizes, nenhuma delas é magra, bem ao contrário. A história é pesada, narrada de forma bem "realista", sem fazer concessões ao politicamente correto.

A mãe, interpretada por Mo'Nique, é de uma crueza e crueldade impares. A atriz está indicada ao Oscar de coadjuvante, e se ganhar será merecidamente. A filha (Preciosa) é uma lutadora, a atriz também foi indicada ao Oscar na categoria principal, e uma sobrevivente. Sobrevive a um pai que abusa sexualmente dela, à mãe que a agride física, verbal e emocionalmente, à sociedade que a discrimina por ser pobre, negra, mãe solteira, obesa e ignorante, sobrevive à avó omissa.

Este filme me fez sair do cinema agradecendo a Deus pela família que tenho. Pode não ser perfeita, não cabe em nenhum comercial de margarina, mas, certamente me deu Amor.

A cena final é das mais chocantes que já assisti. Mo'Nique dá um baile de interpretação.

O filme é pesado, muitas vezes triste, entretanto não provoca choro. Todos tinham os olhos secos ao sair do cinema. Provoca aquele tipo de dor e choque que leva ao raciocínio.

Se minha opinião vale alguma coisa só posso dizer: Assista Preciosa.

Se quer um conselho dou dois: não assista se tiver brigado com sua mãe, nem se não estiver bem no dia que que for assistir.

Nota: 10 com louvor.



Meu carnaval no cinema

Avisei no post anterior que assistiria a quatro filmes durante o carnaval, até agora - manhã de terça-feira - já assisti a três, e à noite assistirei ao último (Preciosa - Uma História de Esperança).

Os três filmes que assisti são, pela ordem: Sherlock Holmes, Bastardos Inglórios, Avatar em 3D.

Sherlock Holmes é um filme para quem quer se divertir e nada mais. O detetive da rua Baker é convocado pelo inspetor Lestrade a investigar um caso complicado envolvendo um membro da Câmara dos Lordes, Lord Blackwood. Com a ajuda do Dr. Watson resolvem, aparentemente, o crime. Entretanto, a coisa não é tão simples como parecia.

Além disso Irene Adler, a única mulher que Holmes respeita e ama, reaparece - como todos os detetives (Poirot tb) Holmes se apaixona por uma criminosa,rs. Irene Adler é tão inteligente como ele, e a única que consegue enganá-lo - inteligência é sempre afrodisíaca!

O filme mostra um Holmes com personalidade mais próxima do personagem criado por Conan Doyle. O detetive inglês dos livros era sim um boxer, um grande esgrimista, egótico, vaidoso, se achava um grande violinista, era viciado em ópio e usava cocaína. Tirando a parte das drogas o filme mostra tudo isso. E ainda mais, a insegurança com o casamento de Watson, seu ciúme do amigo.

Minha única dúvida é em relação aos atores e seus personagens. Por que cargas d'água os atores não tiveram seus personagens invertidos? Jude Law tem o físico certo para ser Holmes, que não combina nada com Robert Downey Jr.

Melhor cena: Holmes nú, algemado à cama, com uma almofada para tapar os "documentos", depois de ser dopado por Irene Adler.

Entretanto, é, como disse, um filme para quem quer se divertir, só isso. E, diversão o filme proporciona bastante.

Nota 8.

Bastardos Inglórios, o último filme de Tarantino, é outra história. Um filme inteligente, com bons diálogos, boas interpretações, uma história inteligente, que usa e abusa da caricatura para fazer rir e pensar.

Brad Pitt está ótimo - e lindo - como o tenente judeu americano que monta um grupo para aterrorizar os nazistas durante a 2ª Guerra Mundial. Um caipirão que quer que seus homens lhe entreguem até o fim da guerra 100 escalpos de nazistas cada um, e avisa: vou cobrar meus escalpos.

Há cenas violentas e diálogos inteligentes. Aliás, há diálogos longos demais. Lá pelo meio fica um pouco cansativo.

O melhor do filme é seu vilão, um coronel nazista inteligente e poliglota, feito por Christoph Waltz. Há também o personagem mais chato dos últimos anos. Ou o soldado alemão metido a galã não é o chato dos chatos? Homem bonito e convencido é um porre!

O filme não é fiel à História de forma alguma e, tem o melhor final de filme dos últimos anos. Este merece, até agora, o Oscar de melhor filme.

Nota: 10

Avatar (3D) - já havia assistido na tela comum e resolvir conferir os efeitos em 3 D. Os efeitos especiais são maravilhosos e o filme só tem isso de bom. A história é mediana e as atuações são rasteiras.

O filme é ecologicamente correto, preocupado em passar a mensagem de cuidado com a natureza e, insiste tanto em alguns pontos que se torna ecochato.

Graças a Deus a personagem da Sigorney Weaver fuma. Afinal, alguém tem de ser humano no filme. Aliás, é dela a melhor atuação do filme, a única que consegue transmitir alguma emoção. Porque os demais atores são verdadeiros robôs, com a possivel exceção de Michelle Rodriguez em sua cena final.

Além dos efeitos especiais, o que mais gostei no filme - e não vi nenhum comentário a respeito - foi o fato de abordarem a questão da arrogância intelectual de muitos cientistas e acadêmicos. O filme aborda essa realidade de uma forma bem ligeira, no contraste entre a atitude de Jake Sully, um soldado ignorante que se encontra aberto à aprendizagem, e, Norm Spellman o cientista que também está sob a orientação da Dra. Grace Augustine.

Nota 6 para Avatar.

Vamos ver o que acharei de Preciosa. Amanhã comento.


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Quando o carnaval chegar

Aqui no Brasil se diz que o ano começa com o carnaval. Não sei se é verdade, especialmente em ano que tem copa do mundo e eleições. Ou seja, este ano vai passar rápido, muito rápido. Ou não. De qualquer modo, este ano está começando agora, ou melhor, começará dentro de uma semana, pois o carnaval começa, oficialmente, amanhã.

Para aqueles como eu que não apreciam muito os "folguedos de momo" restam poucas alternativas. Escolhi a mesma do ano passado: cinema e livros. Talvez um passeio no shopping, além, é claro, de me exercitar nos parques de São Paulo.

Ano passado assisti 3 filmes, 2 foram escolhidos previamente (O curioso caso de Benjamin Button e O Leitor) e outro foi ao acaso, pois não consegui ingresso para A Dúvida e acabei assistindo Um Hotel Bom pra Cachorro, filme de criança. Dúvida assisti em dvd meses depois. Até porque O Leitor foi um filme bem forte, que mexeu comigo além da conta, não suportaria outro filme tão questionador no mesmo fim de semana.

Pretendo assistir a 4 filmes: Sherlock Holmes, Preciosa, Bastardos Inglórios e a versão em 3d de Avatar. A prioridade é assistir Bastardos Inglórios pois está passando em poucos cinemas e deve sair logo de cartaz. Avatar será assistido se der, pois já assisti o filme num cinema comum, mas, gostaria de ver em 3D para conferir se os efeitos são tudo aquilo que falam. A história achei bem mediana, uma colcha de retalhos de clichês, bem intencionado e politicamente correto (ui).

Pretendo ainda encontrar tempo pra ler pelo menos 2 dos livros que estão na pilha da minha mesa de cabeceira.

Tudo para fugir da ditadura do carnaval na televisão, que age como se todos os brasileiros gostassem muito de carnaval e não haja quem queira assistir a outro tipo de programa na tv.