domingo, 4 de março de 2012

CONVIVA


Conviva – é o imperativo afirmativo do verbo conviver. Segundo os dicionários conviver significa viver em conjunto, em intimidade. No Brasil é o nome de um movimento para que ciclistas e automóveis dividam o espaço das ruas em harmonia. Seu símbolo é esse aí em cima. Aliás, ruas, praças, avenidas, são lugares de convivência por excelência.

Nesta última semana, sexta-feira acordei com uma péssima notícia no Bom Dia São Paulo: um acidente entre um ônibus e um carro em Guarulhos, tão grave que causou a morte de duas pessoas, e ferimentos em outras 6, havia interditado uma importante avenida, e causado a queda de energia elétrica em toda a região, pois o ônibus havia batido num poste causando a queda de fios.

O mesmo dia, a mesma manhã, e surge a notícia de uma ciclista atropelada por um ônibus na Av. Paulista, próximo ao local onde 3 anos e meio atrás outra ciclista havia morrido em situação semelhante.

O último fato desencadeou uma série de manifestações ao longo do dia, e no dia seguinte – ontem. Trouxe a tona também o incrível problema da convivência entre os diversos atores do trânsito na cidade de São Paulo.

Historicamente o Brasil sempre deu preferência ao trânsito de automóveis, mesmo que toda a legislação de trânsito brasileira diga que a preferência é dos pedestres e ciclistas. Entretanto, por questões culturais, o brasileiro que tem carro acha que a rua é feita para automóveis. O que não é verdade.

A rua é um espaço público, e sua circulação obedece a regras que dizem que pessoas que circulam por ela sem estarem em veículos automotores têm preferência. A primeira preferência é do pedestre, a segunda do ciclista. O artigo 58 do Código de Trânsito Brasileiro fala o seguinte sobre a circulação de bicicletas: “Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.” (grifo e sublinhado meus)

Segundo a regra de hermenêutica segundo a qual onde a lei não distingue ao intérprete não cabe distinguir, a bicicleta tem preferência sobre TODOS OS VEÍCULOS AUTOMOTORES, sejam eles carros, motos, ônibus, van, caminhões, e quaisquer outros. Ela só não tem preferência sobre o pedestre.

Porém, o motorista brasileiro não aprende assim, não age assim, e dificulta sobremodo a convivência no trânsito (sobremodo? Cáspita, isso tá parecendo psicografia da Joanna de Ângelis). Dificulta não só a convivência com ciclistas, dificulta a convivência de automóveis com motocicletas, com ônibus, com veículos de entrega, com caminhões, com pedestres.

Na mesma sexta-feira 2 de março de 2012 ouvi, num cruzamento, ao seguinte diálogo entre duas moças que estavam ao meu lado esperando o farol fechar para atravessar a rua: Parece que o pessoal não sabe que a preferência é do pedestre. As duas caíram na gargalhada, e uma delas completou: “sei que a regra é essa mas quando estou dirigindo detesto dar preferência a pedestre”. E, aí eu cheguei onde queria – não me matem, às vezes preciso dar mil voltas pra chegar onde quero (já ia eu escrever “faço mil circunlóquios”, arre!).  

Motoristas são também pedestres. A maior parte dos ciclistas que conheço só anda de bicicleta nos fins de semana, dirige carro durante a semana. Por que então, se todo motorista é também pedestre e potencialmente um ciclista, quando estão dirigindo automóveis ou outros veículos motorizados desrespeitam tanto aos que estão a pé e de bicicleta?

Qual o motivo de um motorista achar que a rua é dele e só dele, agindo com total desrespeito para com pedestres e ciclistas?

Pela legislação o automóvel de passeio, nome próprio dos nossos carros, é o veículo que não tem preferência sobre nenhum outro, já que o pedestre tem preferência absoluta, seguido do ciclista, do motociclista, dos veículos de transporte coletivo, dos veículos de carga e só depois vem o automóvel. Ah! Sobre todos eles, inclusive sobre os pedestres, têm preferência os veículos de emergência: ambulâncias, resgate, carros do corpo de bombeiros, viaturas policiais, quando em situação de emergência, e com os sinalizadores ligados.

Seria um complexo de inferioridade enrustido em todo motorista, ou falta de educação para o trânsito mesmo?

Acho que um pouco dos dois. Ontem debatendo o assunto com amigos no facebook, um deles, ciclista que também tem carro, defendeu que a legislação deve ser aplicada com rigor no caso de desrespeito a pedestres e ciclistas, e, ao mesmo tempo, relatou alguns casos em que mesmo agentes da CET e da PM Trânsito demonstraram desconhecer a legislação a respeito da circulação de bicicletas – um deles chegou a sugerir ao meu amigo que pedale pela calçada, o que não é permitido pelo CTB.

Um dia antes do acidente um amigo me sugeriu que eu circule com a bicicleta pela contra-mão como forma de proteção, para ver os carros, o que também é proibido pelo CTB – conforme o artigo que já citei aqui.

Mesmo eu, que pedalo desde criança, tenho receio de pedalar pelas ruas de São Paulo durante a semana, inclusive porque como a maioria dos ciclistas, eu não sei sinalizar quando estou de bicicleta. Como assim sinalizar? Simples, todo ciclista deve sinalizar suas intenções, seja de fazer conversões, seja de mudança de faixa, com os braços e mãos, conforme uma convenção internacional. Carros, motos, e outros veículos automotores dispõe de pisca-pisca, mas bicicletas não tem esse equipamento, então os sinais são feitos com as mãos e braços.

Outra coisa que noto, é o grande número de ciclistas que dirigem suas bicicletas sem o uso do capacete e outros equipamentos de segurança.

Por isso defendo a idéia de que a falta de educação no trânsito é a maior causa de acidentes que existem. É pela educação que se conhecem os direitos e os deveres de cada um. Só pela educação se pode mudar a mentalidade da imensa maioria dos motoristas de que eles são os donos das ruas, e não os demais.

Só pela educação um motorista de ônibus deixará de retrucar, como vi em um vídeo no blog de outra ciclista, que “quem morrem são vocês, a gente só vai na delegacia fazer B. O.”. (esse aí deveria ter perdido a carta na hora, um irresponsável desses não pode conduzir veículo algum).

Um aspecto positivo de toda a campanha que vem sendo feita em São Paulo pela convivência pacífica entre pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas (de automóveis, ônibus e caminhões) é que houve um visível aumento no número de pessoas que usam a bicicleta como meio de transporte, enquanto o número de acidentes fatais envolvendo ciclistas diminuiu nos últimos dois anos, em torno de 20%. É um dado a ser comemorado, especialmente se lembrarmos que o número de acidentes fatais envolvendo automóveis e ônibus aumentou. O que me leva a perguntar aos motoristas: o que é mesmo mais perigoso automóvel ou bicicleta? Os números dizem que é automóvel.

Antes de escrever esse texto me ocorreram duas coisas: a primeira foi que me lembrei de um arquiteto que gosto muito, João Artacho Jurado, já falecido, e com fama de fazer prédios bregas – que eu acho lindos, coloridos e alto astral – e que foi o primeiro a fazer prédios com muitas áreas de convivência para os moradores. Isso nos anos 50, quando ainda não havia surgido a idéia de “condomínios clube”. Os prédios de Jurado tinham ótimos apartamentos, com piscinas, terraços de convivência, salões, bares. Ele dizia que não era por morarem em prédios que as pessoas deveriam se isolar, perder o contato com seus vizinhos.

A segunda coisa que me lembrei foi de uma frase, de autoria desconhecida,  que tenho num marcador de páginas artesanal, com a foto de dois palhaços abraçados, e que achei hoje, perdido no meio de um livro: A beleza do mundo reside na insuspeitada alegria de conviver.

Termino este texto sugerindo a todos que exercitemos no trânsito, como em casa, a melhor convivência possível. Convivência, de conviver, viver com. Numa cidade vivemos todos juntos, no mesmo espaço urbano. Convivamos. Conviva.


  

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

CARNAVAL CINEMATOGRÁFICO


Como já acontece há alguns anos meu Carnaval foi bastante produtivo em termos de assistir filmes, especialmente aqueles que foram mais indicados ao Oscar.

Por motivos particulares fazia uns bons meses que não ia cinema, me contentando em assistir filmes pela tv a cabo ou pelo dvd.

Resolvi assistir um filme por dia e comecei no sábado. Os filmes escolhidos, pela ordem, foram: O Artista, A Música Segundo Tom Jobim, A Invenção de Hugo Cabret e Os Descendentes. De um modo ou outro todos os filmes são protagonizados por homens, mesmo aquele em que a personagem principal é a música.

Fugi de A Dama de Ferro, não por causa da atriz de quem gosto muito – uma das minhas favoritas – mas da personagem. Nunca gostei da Margareth Thatcher e não faço a menor questão de ver um filme baseado em sua vida. Os Descendentes foi a última escolha, a princípio queria assistir Histórias Cruzadas, mas, antes de decidir folheei o livro e desanimei. Se o livro não me atraiu acho que não vou gostar do filme.

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O primeiro que assisti foi O ARTISTA. O filme chama a atenção por vários motivos, é franco americano, mudo e preto e branco. Um filme pouco convencional numa época em que se usa de muitos recursos tecnológicos com roteiro e interpretações em segundo plano. O roteiro é uma colagem de referências – Chaplin é a maior delas, mas tem referências de outros cineastas e filmes, como por exemplo, a primeira versão de Nasce uma Estrela (anos 30), Cantando na Chuva e musicais de Fred Astaire. Embora esteja indicado para 10 Oscars acho que não leva o principal. É um ótimo filme, leve, divertido, mas, creio que anticonvencional demais para Hollywood hoje. Tem o cachorro mais fofo deste ano. Sem falar que o ator é um colírio para os olhos femininos. Creio que o assunto principal do filme seja a resistência do ator em aceitar as novas tecnologias. Ele se considera um Artista, acha que o som matará o cinema, não aceita a mudança. Fico pensando em quantas pessoas são sempre contra novas tecnologias, e contra mudanças.  Nota 10

O segundo filme que assisti foi A MÚSICA SEGUNDO TOM JOBIM, outro filme “mudo”, já que a história do compositor Tom Jobim é narrada apenas com suas músicas. É um filme para quem gosta de música. Uma ótima oportunidade para ver, ouvir, rever, conhecer, matar saudades, de grandes intérpretes da música, tanto brasileiros como estrangeiros. Da imensa constelação que passa pelo filme me lembro de Elis Regina, Gal Costa, Silvia Telles, Sammy Davis Jr., Frank Sinatra, Fernanda Takai, Carlinhos Brown, Tom Jobim, Milton Nascimento, Cynara e Cybele, Diana Krall, Sarah Vaughan, entre outros. O plano inicial, com o Samba do Avião e vista aérea do Rio de Janeiro nos anos 50, em preto e branco, é de tirar o fôlego. Nota 9,5

Na segunda-feira de Carnaval assisti A INVENÇÃO DE HUGO CABRET. É o maior concorrente de O Artista ao Oscar deste ano, e acho que leva. O filme de Martin Scorcese é muito bom. O roteiro adaptado de um livro “infantil” conta a história de um garoto que perde o pai e vai morar com o tio alcoólatra na estação ferroviária de Paris. Ali ele constrói seu mundo, escondido do inspetor da estação e seu doberman, faz a manutenção dos relógios da estação, e tenta reconstruir o autômato que seu pai lhe deixou de herança. O filme presta uma homenagem a Geórges Mélliès cineasta francês do início do século passado, que foi quem realmente inventou o cinema como arte, pois antes ele era apenas uma forma de registro da realidade. A personagem de George Mielles é feita por Ben Kingsley em ótima atuação. Além do doberman do inspetor da estação, o cachorro chato da dona da boulangerie da estação chamou minha atenção, pois me lembrei do Menino, um fox paulistinha chato pra cacete que era da minha tia. Um filme tocante. A Invenção de Hugo Cabret é um filme de alta tecnologia, mas, ao contrário de outros filmes, a tecnologia está a serviço do filme, sendo uma ferramenta para contar a história. Os efeitos não são gratuitos estão inseridos no filme com inteligência.  Nota 10.

Terminei a terça-feira gorda com OS DESCENDENTES. O filme com George Clooney é o mais fraco dos quatro. Um homem, advogado, cuja esposa sofre um acidente de barco e entra em coma. Depois de alguns dias os médicos o comunicam que o coma é irreversível e que, atendendo a um documento assinado por sua mulher irão desligar os aparelhos que a mantém viva. Assim, o homem é obrigado a se aproximar de suas duas filhas, uma de 10 e outra de 17 anos. Além das descobertas afetivas, de surpresas sobre seu casamento, o filme fala também sobre a herança que a personagem de Clooney administra, um imenso pedaço de terra virgem numa das ilhas do Hawaii (onde o filme se passa), que ele e sua família herdaram de uma ancestral nativa. George Clooney atua muito bem, o filme passa raspando por questões como eutanásia e preservação ambiental, mas o roteiro é bastante previsível. Incrivelmente foi o filme que mais me tocou, por razões particulares. Nota 8.

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Como eu já disse no facebook, acho que esse ano deveriam ter criado a categoria melhor cachorro no Oscar. O número de filmes com cachorros é incrível.  Meu voto iria pro cachorro fofo d’O Artista.

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Embora A Invenção de Hugo Cabret seja um filme infantil, ele não será entendido por crianças com menos de 6 ou 7 anos de idade.

Sobre isso aliás eu gostaria de falar alguma coisa. Quando fui assistir a esse filme havia pais com crianças de 2, 3 anos de idade. Sei que no Carnaval muitos pais ficam com os filhos em casa e não sabem bem o que fazer com os pimpolhos, mas cinema é lugar para crianças mais velhas, que já saibam se comportar, que assistam ao filme sentadas quietas na poltrona, sem ficar falando o tempo todo, sem sentirem medo de escuro. Quase não consegui aproveitar o filme por causa do barulho de crianças pequenas, e seus pais. Só pra constar a Disney lançou a versão em 3D de A Bela e a Fera, uma opção melhor para crianças pequenas.






quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

SOBRE O CARNAVAL PAULISTANO

São Paulo não é a terra do samba. Nem do Carnaval. Paulista gosta de carnaval, afinal é um feriado prolongado, e gostamos de feriados prolongados. Mas, nós paulistanos não gostamos muito do Carnaval em si.  

A idéia de que o Carnaval é uma festa genuinamente brasileira, e a maior festa brasileira é falsa. Primeiro porque o Carnaval é uma festa religiosa, ligada à Igreja Católica Apostólica Romana e herdada dos festivais romanos. O Carnaval é a festa que antecede á Quaresma, sua data é determinada pela data da 6ª feira Santa (que é sempre a 1ª sexta feira de lua cheia depois de 21/3, ou seja, a Páscoa determina o Carnaval). O Carnaval pode ser o maior feriado brasileiro, mas, como festa popular existe em poucos lugares. Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, algumas cidades do Sudeste, outras do Nordeste, e um pouco mais.

Em algumas regiões se canta e dança samba, em outras os ritmos são variados – vide Pernambuco com o frevo e o maracatu.

Em outras regiões mal se percebe que é Carnaval.

Isso não é uma questão de preconceito, nem religiosa, mas uma questão de cultura popular. Nos locais brasileiros onde o Carnaval tem força isso ocorre desde muitos anos, nos locais onde ele não tem força isso também ocorre desde sempre. Por ser uma manifestação popular, nos lugares onde não tem apelo popular o Carnaval praticamente não existe.

Quando se tenta fazer com que uma manifestação popular se faça por meio da força, isso sempre dá errado. Pois o povo pode ser obrigado a fazer algo mas, exatamente por ser obrigado, passa a odiar aquilo que é obrigado a fazer. E, há vários anos tentam fazer o paulista gostar, à força do Carnaval. O desastre foi anunciado desde o princípio, mas ninguém quis ver.

Para tentar forçar a barra, vendo que algumas torcidas organizadas possuíam blocos, derivados das batucadas feitas nos estádios para incentivar seus times, os organizadores do Carnaval Paulistano deram força para que tais blocos se transformassem em escolas de samba, sabendo que com isso levariam os torcedores às arquibancadas. Desde que a primeira dela – a do meu time de coração – foi guindada à elite das escolas de samba paulistanas, se estabeleceu a confusão.

Há poucos anos a escola de samba do maior rival do meu time foi guindada à elite, e ano passado a escola de outro time. Resultado: os organizadores tem de rebolar para que as torcidas não se encontrem no dia do desfile, e precisam tomar providências para que a apuração ocorra de modo pacífico. Algo que nunca havia ocorrido antes.

Além desse problema, derivado de uma visão distorcida, ainda há outros: o primeiro dia de desfile é na sexta-feira de Carnaval, dia em que os que gostam do feriado mas não do Carnaval pegam seus carros com destino a praia, campo, e outras localidades. Mas, como o Sambódromo fica na Marginal do Tietê, o trânsito fica pior do que o normal. Pra que fazer o desfile na 6ª feira? Por que não no sábado? A resposta é simples: os direitos de transmissão são exclusivos da Rede Globo, que também transmite os desfiles do Rio de Janeiro, aí não dá pra transmitir dois desfiles simultaneamente. Minha sugestão: desfiles de SP no sábado e domingo e no RJ na 2ª e 3ª feira. Ou o contrário. Ou, desfiles de SP de dia (no sábado e domingo) e do RJ á noite.

No mínimo pouparia muita gente de ter de assistir a 4 dias de desfiles – até porque pela tv ninguém ouve o samba – os comentaristas falam muito – e, todas as escolas parecem iguais. Mais do que uma vez já dormi assistindo, acordei horas depois e pensei que ainda estava vendo a mesma escola. Pode ser que pessoalmente se perceba diferenças, pela tela da tv são todas iguais. Para quem não gosta de Carnaval desfile de escola de samba é MUUUUIIIIIITO CHATO.

Termino o texto com uma sugestão para a LIESA: Por favor, se querem que o Carnaval paulistano e os desfiles das escolas de samba de São Paulo se torne um sucesso excluam todas as escolas originárias de torcidas organizadas do Grupo Especial, isso não atrai o público, só atrai o torcedor fanático. Na verdade afasta quem gosta de Carnaval, e afasta ainda mais quem não gosta, pois acha que Carnaval é sinônimo de baderna. 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Vila Esperança - Adoniran Barbosa


Já que estamos próximos do Carnaval, segue uma pequena obra prima pouco conhecida: a marcha rancho Vila Esperança

domingo, 15 de janeiro de 2012

Atividade física



A atividade física pode ser uma coisa muito gostosa ou pode ser um porre.


A maioria das pessoas que conheço são sedentárias, parentes, pais, amigos, irmãos, vizinhos, em sua maioria não fazem qualquer tipo de atividades físicas. E, não fazem basicamente porque acham chato.


Os médicos costumam recomendar que as pessoas sedentárias comecem a caminhar. A caminhada é realmente a melhor opção para uma pessoa sedentária. É simples, todo mundo sabe andar, não requer equipamentos - basta um tênis confortável - não precisa de instrutor, local apropriado - pode-se caminhar na rua, em parques, na esteira, em qualquer lugar - nada. Apenas a vontade de caminhar.


Acontece que nem todos gostam de caminhar, e após alguns dias ou semanas, desistem. O que faltou? Faltou o médico dizer: olha, você é sedentário, e pra sair do sedentarismo o caminho mais curto é a caminhada, mas, observe as suas possibilidades e gostos, se tiver outra atividade física que você goste mais que caminhar tente pratica-la.



Muita gente começa caminhando, aí um dia resolve dar uma corridinha pra ver se aguenta e percebe que gosta mais de correr que caminhar. Outros um domingo qualquer resolvem tirar a poeira da bicicleta que fica na garagem, enchem o pneus e saem pedalando. Outros ainda resolvem usar a piscina do prédio, ou a sala de ginástica do condomínio. Tem aqueles que percebem que no parque ondem andam há um grupo que pratica yoga ou tai-chi-chuan e resolvem fazer uma aula experimental.

Atividade física precisa ser prazeirosa, se não for não haverá continuidade, depois de um tempo a pessoa irá parar. 

Descubra qual atividade física você gosta de fazer e faça.

Bom domingo!





quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Sobre culinária, livros e programas de tv

Gosto de cozinhar. Não sou exatamente a Tia Nastácia, nem uma grande cozinheira, faço algumas coisas bem, outras mais ou menos, mas, gosto de comida gostosa e de preparar a comida quando quero. Graças a Deus não preciso cozinhar diariamente, acho que isso tiraria a graça da coisa.


Gosto da comida brasileira, em geral. Gosto da comida paulista tradicional, que se parece tanto com a mineira, da comida nordestina, e do pouco que conheço da comida do sul do país. Não conheço o que se faz nas regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil, só de ouvir falar. 


Por ser um país tão grande, com fauna e flora tão diferentes em todo o seu território, e por ter sua população uma origem tão diversificada - européia, africana e indígena - a comida que se faz no Brasil é incrivelmente rica. 


Entretanto, quando vejo programas de tv sobre culinária, ou quando vejo o catálogo de livros de culinária da maioria das livrarias vejo de tudo, menos comida brasileira. Tem cozinheiro francês, espanhol, americano e até inglês ensinando por aí, mas, raramente vejo algum brasileiro ensinando comida brasileira. 


Falta de bons cozinheiros não é. Temos Alex Atala, Helena Rizzo, Rodrigo Oliveira, Roberta Sudbrack, entre outros bons cozinheiros. Cadê os programas deles? Cadê os livros de culinária desse povo?


Tem livro da Palmirinha e da falecida Ofélia, da Ana Maria Braga. Mas, e os cozinheiros brasileiros de verdade, onde estão seus livros? E seus programas de tv? Sem qualquer ranço de preconceito, mas, por que os canais de tv a cabo não substituem o Kitchen Nightmares ou o Hells Kitchen por algum programa de comida com o Rodrigo Oliveira ou o Alex Atala. Garanto que assistir o Rodrigo com sua beleza e educação me agradaria muito mais que ouvir os gritos do Gordon Ramsay.


Vou continuar assistindo os programas de culinária da tv, inclusive os feitos no Brasil com cozinheiros franceses (pelo menos isso), mas sinto falta de ver um brasileiro fazendo pratos brasileiros na tv brasileira. Minha sugestão pra estréia de qualquer programa: virado a paulista com romeu e julieta seguido de um café fresquinho (vale tanto como sugestão de cardápio pro almoço como pro cardápio de estréia do eventual programa).



100 FATOS SOBRE MIM - Fatos 21 a 30




21 - Caminhar me acalma - sou uma caminhante convicta


22 - Gosto de correr, mas prefiro caminhar


23 - Adoro desenho animado, especialmente os "da minha época"


24 - Minha opinião é mutável, sou teimosa não estática


25 - Acredito na espiritualidade mas vivo num mundo material - e isso tem consequências


26 - Adoro dirigir, detesto o trânsito da cidade de São Paulo, respeito muito todos os motoristas que aqui dirigem


27 - Meu presente favorito, tanto para receber como para dar: LIVRO


28 - Perfumes cítricos são deliciosamente refrescantes


29 - Romeu e Julieta, chocolate e quindim - nessa ordem - são meus doces favoritos


30 - Pastel de feira com caldo de cana - minha fastfood favorita